A verdadeira vida é espiritual, visto que todos são espíritos, embora encarnados, enquanto que a matéria é ilusória, passageira, de duração relativamente efêmera e de valor secundário. Luiz de Souza

A Higiene Mental - Por Luiz de Souza

Pouca importância se dá ao uso do pensamento, que reflete o estado mental de cada ser. Há pessoas inteiramente descuidadas no emprego de palavras, muitas das quais evocam atos que não se distinguem pela boa higiene mental.

Anedotas picantes, de mau gosto, que tendem para a falta de decoro, são festejadas em rodas ociosas ou em agrupamentos em que se procura fazer senso-de-humor.

Nesses momentos, ninguém se lembra de que palavras e pensamentos ficam registrados no éter, e que não vai ser agradável ao indivíduo constatar, mais tarde, que expressões abjetas por ele pronunciadas ficaram gravadas e presas na esteira vibratória da sua documentação astral, e, deste modo, conhecidas de seres, diante dos quais seria, pelo respeito, incapaz de as proferir.

A linguagem obscena é muito apreciada pelos espíritos do astral inferior (espíritos obsessores quedados na atmosfera da terra), e são esses os que mais se regozijam com as anedotas e narrativas de cunho animalesco. Agradar aos espíritos do astral inferior, é mantê-los em sua companhia, permanentemente, e sofrer as influências deletérias e as mazelas que eles transmitem.

É justamente pelo fato de a maioria das criaturas nada conhecer sobre questões espirituais que o mundo está assim tão cheio de males, de desventuras, de sofrimentos.

Os espíritos do astral inferior encontram campo aberto no seio da humanidade, pela ignorância do que se passa nessa baixa região astral e das influências deletérias a que todos podem estar sujeitos, desde que delas não se saibam precaver.

A Consciência - Por Luiz de Souza

A criatura tem, na consciência, o juiz dos seus atos. Quando pratica o mal, a consciência lhe dói, insurge-se e protesta.

O indivíduo só está em paz com a sua consciência quando as suas ações afinam pelo comportamento correto, legal, em plena consonância com a moral cristã.

Acontece, porém, que quando a criatura insiste em proceder mal, a consciência vai cada vez doendo menos, vai se amortecendo o seu vigor moral, aos poucos perde a sensibilidade, a ponto de parecer que está morta.

Os grandes criminosos têm a consciência insensível, sufocada, muda.

Ao contrário, quando o indivíduo se esforça para andar sempre pelo caminho do bem, consultando, a cada passo, a sua consciência, ela se toma sumamente sensível e se mantém nas melhores condições de receptividade para atender aos apelos que lhe são endereçados.

Engenheiro Luiz de Souza - Por Flávio Faria

Em 1974, desencarna Luiz de Souza, com 78 anos de idade.

Deixou-nos obras literárias que são obrigatórias de serem estudadas, pelos simpatizantes bem como os militantes desta doutrina filosófica. O conjunto das três obras ligadas entre si pelo tema comum Racionalismo Cristão compreende o livro Espiritualismo, de 1960, no qual o Autor adotava o pseudônimo Valério Sintra, o que era usual na época.

O Editor, ao publicar a 4ª edição desse livro, em 1977, após a desencarnação de Luiz de Souza, escolheu o título atual, Ao Encontro de uma Nova Era, e optou pelo nome verdadeiro do Autor, Luiz de Souza.

Em 1962, esse engenheiro civil de profissão e escritor notável e incomum nos presenteia com o livro, A Felicidade Existe, agora em sua 13ª edição.

A Morte não Interrompe a Vida, de 1963, encerra a sua participação na literatura Racionalista Cristã, na qual deixou marca indelével como espírito de categoria, de qualidade, de sabedoria.

Convite de aniversário dos 105 anos - Filial Santos - Racionalismo Cristão - 2017


É com grande satisfação que convidamos para os eventos a serem realizados na Filial Santos do RACIONALISMO CRISTÃO em comemoração aos 105 anos de inauguração do atual prédio da Filial. Avenida Ana Costa 67 - Vila Mathias – Santos – SP


Reunião Cívico-Espiritualista
Dia 30-6-2017
Sexta-feira 20:00hs

e no Sábado dia 01/07/2017
das 8,30 às 13:00hs
V Curso Atributos do Espírito

Forças Ocultas - Por Luiz de Souza

O espírito possui um potencial de forças em estado latente, visto ser partícula da Força Inteligente, do Poder Criador.

O ser encarnado é constituído de Força e Matéria, mas em seu estado essencial, desencarnado, é, apenas, Força.

As forças não manifestadas pelo espírito encarnado estão ocultas, e a elas se fazem muitas referências em tratados sobre o assunto.


Muitas podem, realmente, ser desenvolvidas, em exercícios próprios, com obstinação; constitui, porém, um grande perigo procurar alguém desenvolvê‑las, sem estar, para isso, preparado.

Os seres encarnados são imperfeitos, possuidores de falhas, e, pela ordem natural, se o emprego dessas forças não lhes foi facultado, é porque algo deverá ser respeitado no seu emprego.

Ninguém deve fazer uso de forças chamadas ocultas em proveito próprio, e os que procuram desenvolvê‑las, o fazem, geralmente, para se servirem delas, em seu benefício.

A hierarquia espiritual - Por Luiz de Souza

(gráfico apenas ilustrativo)
Limpeza Psíquica
A hierarquia espiritual é um derivativo da sistemática da evolução.

Há 33 planos de evolução, dos quais faz parte o planeta Terra. Os espíritos que fazem a sua evolução na dependência da reencarnação neste mundo físico, pertencem aos primeiros planos, e os que processam o seu desenvolvimento espiritual independentemente de estágios terrenos, distribuem-se pelos demais.

Há então, com tal divisão, 33 graus de hierarquia espiritual, que correspondem, exatamente, aos 33 planos mencionados.

Esses planos são esferas concêntricas, envolventes, sucessivamente, que conservam grau de distância entre si.

No primeiro plano, estão os espíritos desencarnados de menor visão espiritual, que se sentem muito ligados à vida material. Os seus corpos astrais são densos, de acordo com a constituição do seu próprio plano, e a vida ali assemelha-se à terrena, com ligeiras variações.

Convite a todos aqueles que...

CONVITE

Casa-Chefe Rio de Janeiro
A todos aqueles que por algum motivo se decepcionaram com a vida, pelo sofrimento, solidão, bulling, pela enganação mundo afora, não se crucifiquem, nem se mortifiquem, nem se culpem, ou aqueles que vivem num momento de bonança, venham estudar conosco! 

Nós estudiosos da Doutrina Racionalista Cristã, continuadora da obra de Jesus, dedicada ao esclarecimento da humanidade, fundada pelos humanistas, Senhores Luiz José de Mattos e Luiz Alves Thomaz, convidamo-vos a assistirem às nossas reuniões espiritualistas e conhecer os benefícios da corrente fluídica em uma de nossas Casas mais próximas, que acontecem as 2as, 4as, e 6as feiras, das 20,00 às 21,00 horas, as portas ficam abertas entre as 19,20 e as 20,07 horas. A entrada é franca e todos serão bem-vindos!

O Trabalho – Por Luiz de Souza

É máxima corrente que "a ociosidade é mãe de todos os vícios." Daí poder se considerar o trabalho como uma necessidade higiênica. Trabalhar é viver. Na realidade, sentindo e observando o movimento contínuo do Universo, não é difícil concluir que o trabalho e a vida se situam paralelamente.

Os seres humanos dispõem para a sua subsistência, do ar, da água e de substâncias nutrientes. O ar nada custa, pela água paga se, apenas, a sua adução, mas os alimentos têm de ser pagos e consomem uma parcela importante do orçamento doméstico. A civilização trouxe, ainda, uma série enorme de despesas, que aumentam, na medida do desenvolvimento e do aspecto material da vida.

Tal sistema obriga a trabalhar, mesmo os que não amam o trabalho. Os que se furtarem a essa norma, sofrerão as conseqüências, pois a Inteligência Universal não cessa um instante de trabalhar para manter a sua organização sideral e cósmica em pleno funcionamento; do mesmo modo as suas partículas, representadas pelos indivíduos, terão de ser ativas, operosas, diligentes, e hão de conservar se, forçosamente, em contínua vibração.

Durante o sono, é a matéria que descansa, que se refaz dos desgastes físicos produzidos pela ação das toxinas, mas o espírito, que nessa ocasião se afasta do corpo denso material, permanece alerta, vigilante, sem necessidade de repouso.

A Maledicência – Por Luiz de Souza

Vício dos mais perniciosos é o da maledicência, que imperceptível e sorrateiramente penetra na alma humana. Ele nasce da falta de solidariedade e do desamor entre as criaturas. A ausência de uma boa ocupação é também causa predisponente. A pobreza de assunto conduz à conversação ociosa, que vai da futilidade à maledicência.

A vibração mental que emite a maledicência - produz uma forma de pensamento derrotista, cuja influência poderá atingir a vítima descuidada, por ser o pensamento uma força poderosa.

Na maioria dos casos, a maledicência esconde, por baixo da capa, o sentimento de inveja, do despeito, da ingratidão. É um modo diverso de exercer a vingança. O indivíduo vinga se falando mal, desmoralizando, ferindo, sem que o acusado se possa defender. Há criaturas que abraçam, apunhalando pelas costas, à maneira dos tamanduás.

Aconselha se o maior cuidado com os maledicentes, que são facilmente reconhecíveis; aos olhos perscrutadores, a sua amizade não merece crédito. Dia mais, dia menos, inesperadamente, são capazes de causar dolorosas decepções. Não conhecem a lealdade, na sua forma expressiva. O maledicente não é um cristão, pouco ou nada valendo a sua filiação a qualquer classe de ideias.

O Preconceito - Por Luiz de Souza

Preconceito é o conceito formado sem fundamento razoável. É o caso, para exemplificar, do preconceito racial. Estabelece-se que esta ou aquela raça é inferior ou superior, e daí nasce uma falsa superioridade ou um complexo de inferioridade.

A cor da pele não representa a cor do espírito; esta vária, conforme os seus atributos reveladores do grau de evolução, ao passo que aquela é uma condição da matéria, exclusivamente, e com a matéria fica, na Terra, depois da desencarnação.

Não há espíritos de brancos ou de negros, ou de amarelos, muito embora as raças correspondam a agrupamentos que processam a sua evolução em conjunto, debaixo de certas circunstâncias específicas, e que possuem uma natureza espiritual que é, aproximadamente, comum a todos os seus membros.

Os Deveres - Por Luiz de Souza

Os espíritos encarnados aqui se encontram investidos de deveres intransferíveis; cada qual tem o seu, com o fim de servir-lhe de depuração para a alma. Na maioria das vezes não são os deveres agradáveis de cumprir, podem ser sumamente pesados, difíceis, estafantes, que exijam uma dose forte de sacrifício, de renúncia e de resignação.

Compenetre-se, porém, a criatura de que eles não foram traçados para agradar, mas para amoldar o ser a determinadas injunções da vida, para lapidar o caráter, para desenvolver o senso da responsabilidade, para ensinar a dirigir, a lidar com o próximo de temperamento desigual, para fazer trabalhar o raciocínio, para aceitar a vida com ela é, e para cada um saber tirar do dever imposto a lição que ele encerra.