

Jornalistas
espúrios, sem qualificativo abonador, acuados pela necessidade de pão para o
seu sustento, encontram guarida em certa imprensa, para transudar fluido
maligno, acumulado na alma desprovida dos mais elementares conhecimentos de
ordem espiritual.
O jornalismo ainda é profissão mal compreendida. Falta lhe, em muitos casos, a Escola de Princípios para valorizar a classe. Fazer jornalismo, não é atacar, ofender, denegrir, apunhalar com a pena de escrever, mas pugnar pela verdade, com espírito sereno e construtivo; é animar e incentivar iniciativas progressistas; é esclarecer e ensinar; é revelar a evolução das artes e ciências; é discutir problemas com a finalidade de solucioná los em favor do bem comum; é pôr a humanidade a par daquilo que com ela ocorre, e com o que deve solidarizar se para fins altruísticos.
O jornalismo ainda é profissão mal compreendida. Falta lhe, em muitos casos, a Escola de Princípios para valorizar a classe. Fazer jornalismo, não é atacar, ofender, denegrir, apunhalar com a pena de escrever, mas pugnar pela verdade, com espírito sereno e construtivo; é animar e incentivar iniciativas progressistas; é esclarecer e ensinar; é revelar a evolução das artes e ciências; é discutir problemas com a finalidade de solucioná los em favor do bem comum; é pôr a humanidade a par daquilo que com ela ocorre, e com o que deve solidarizar se para fins altruísticos.
Não é
possível desvirtuar a imprensa dessa diretriz, sem que os responsáveis
intencionais tenham de sofrer os conseqüentes rudes golpes da adversidade. A
implacável lei de causa e efeito não pode ser alterada pelos homens e nem mesmo
pela Inteligência Universal, detentora da Consciência Absoluta.
Nada
vale ir à igreja rezar, orar e ouvir missa, para depois, sem qualquer sentimento espiritualista, revelar se, na luta pela vida, o mais indigno dos
infiéis, ao servir se da pena para, de público, pela imprensa, forjar inimigos,
insultá-los, acirrá-los, neles estimulando sentimentos inferiores de ódio e
vingança!
Numerosos
crimes têm origem na imprensa sensacionalista e desclassificada, por falta
clamorosa de dirigentes de fundo moral apurado que conheçam um pouco mais do que
a cartilha das relações sociais.
Oxalá a
massa humana que se diz religiosa e dispõe de proporcional representação na
imprensa viciada nos mais reprováveis manejos, pudesse ver um pouco além dos
seus reduzidos horizontes do plano espiritual, para que a sua representação não
se portasse de maneira tão condenável!
Nota se
uma verdadeira indiferença pelas coisas do espírito, como se todos os
habitantes da Terra não fossem realmente espíritos, em essência, acima de
qualquer outra expressão. O que se procura, de um modo geral, e como se isso
fosse tudo, é a satisfação oferecida pelas quiméricas emoções terrenas, que
pouco ou nada significam na orquestração universal.
Negando
a evolução, as religiões não evoluem e conservam um deplorável estado primitivo
de concepções materialistas. Não fosse Jesus o maior evolucionista de todos os
tempos, estariam as religiões ainda escravizadas aos ensinos de Moisés: "olho por olho, dente por dente".
Quanto
mais ao pé da letra quiserem os religiosos interpretar os textos, por eles
denominados sagrados, tanto mais se afundam no mar das confusões, do que dão,
largo testemunho pelas numerosas seitas existentes, todas com fundamento nos
mesmos textos. Essa confusão tem enfraquecido a autoridade religiosa e dado,
como resultado, a periclitante convicção de que se pode ser religioso e ao
mesmo tempo operar na imprensa despido de qualquer escrúpulo.
Esses
deturpadores da ética profissional, esses criminosos da imprensa, ao serviço do
mal, encontram, mediante preços ajustados, a tolerância da igreja, que os
batiza, confessa, casa, crisma, abençoa e encomenda as suas almas pestilentas
ao paraíso celeste! Tal benignidade e complacência os encoraja a piorar cada
vez mais, os seus sentimentos para com o semelhante, servindo se da imprensa como
meio eficaz de dar curso e expansão aos instintos animalizados que os dominam.

Se
algum jornalista da corrente dos religiosos materialistas tomar conhecimento
destas palavras, não veja nelas senão um apelo, uma exortação, um anelo
demonstrados, com sinceridade, com o objetivo elevado de unificar todos os
profissionais da Imprensa sob uma mesma bandeira a da lealdade, da fraternidade, da
compreensão humana e da tolerância cristã.
Os
erros corrigem se, doutrinariamente, mas não com golpes e lancetadas. Nunca se
deve fazer uso da pena para atassalhar a honra alheia ou por espírito de
vingança. Vale mais acumular tesouros com procedimentos dignos e humanitários,
do que cavar abismos com baixezas e corrupções.
O mundo
precisa ter a sua IMPRENSA com letra maiúscula, aquela que lhe dará sempre
novas forças, novas energias e novas oportunidades. Para tal fim, nunca se
deverá explorar as camadas humanas menos desenvolvidas, calcando as mais para
baixo, nem satisfazer lhes os instintos inferiores com a apresentação de
notícias, relatos e estampas que sugiram a prática do crime.
A
imprensa destrutiva não se cansa de mostrar ao ladrão e ao assassino, ambos em
potencial, através de noticiários contraproducentes e inescrupulosos, os meios
mais eficientes de perpetrarem as suas delinquências.
As
crianças abandonadas e as predispostas ao crime, também gostam de arquitetar
planos semelhantes àqueles que os jornais ilustram com as mais vivas cores do
escândalo.
Por aí
se vê a falta que faz a apuração de valores morais para a composição de equipes
da imprensa. O jornalista precisaria ser considerado tão respeitável, na hierarquia
funcional, quanto um juiz íntegro, tal o conceito a que deveria fazer jus.
Cabe à
imprensa ser defensora da boa causa e instrumento da verdade, a fim de que o
seu comportamento se faça sentir na índole do povo, modificando a para melhor.
É assim que a imprensa se precisa conduzir, para cumprir a sua elevada missão.
Para isso é que ela foi criada. Os que nasceram para ser jornalistas e se
desviam do bom caminho, são transviados conscientes da trajetória evolutiva.
Ninguém
desceu à terra tomando a forma física, para ser um traidor, um vilão, um
achacador, um vigarista, um injuriador ou portador de qualquer outro atributo
negativo; muito menos se deveriam apresentar os militantes da imprensa como
tipos dessa ordem, porque os que têm consciência da sua missão, sabem que o
dever imposto é o de portar se com dignidade, honestamente, e com intransigente
respeito ao semelhante.
O
jornalista que se curva, vergonhosamente, ao suborno, o que explora a sua
profissão extorquindo do próximo proveitos indecorosos, por meio de coação, é
indivíduo que desce ao poço da lama, para impregnar a sua alma das manchas mais
corrosivas.
É
importante que saiba que tais manchas, gravadas no corpo etéreo, só poderão
desaparecer na encarnação seguinte, ou em outras vidas futuras, pela abundante
prática de ações meritórias, não isentas de sofrimento.
Desse
modo, o jornalista que prefira manter se alheio à vida espiritual e aos seus
deveres superiores, julgando se muito poderoso por poder servir se da pena para
denegrir os seus desafetos, está, com isso, preparando um pesado infortúnio, em
dias muito amargos que hão de vir.
Eis,
pois, a falta que faz o esclarecimento aos homens da imprensa. Não é possível
que sabedores da realidade do que lhes virá a suceder ao pretenderem saciar os
seus instintos inferiores, por meio da pena, não abram os olhos, enquanto é
tempo, e evitem encontrar se, no futuro, em deploráveis condições morais.
A imprensa
Por Luiz de Souza
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